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O mais novo habitante da APA Costa dos Corais
   Severino  Carvalho  │     18 de agosto de 2017   │     15:30  │  0

Filhote foi avistado na terça-feira, 15 (Foto: ICMbio)

A semana que se encerra trouxe uma boa notícia no campo ambiental. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) registrou, na terça-feira (15), a presença de mais um filhote de peixe-boi marinho (Trichechus manatus manatus) dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais. O nascimento do oitavo filhote gerou grande alegria para toda a equipe, assim como para os parceiros que fazem parte desta história.

“A nova mamãe é a Luna e esse, o 8º filhote do programa de reintrodução de peixes-bois”, informou o chefe da APA Costa dos Corais, Iran Normande.

O programa de reintrodução de peixes-bois no Brasil, realizado pelo ICMBio com a ajuda de parceiros, começou em 1994 com a reintrodução de dois animais em Paripueira (AL). Nestes anos, 44 peixes-bois resgatados pelas instituições da Rede de Encalhe de Mamíferos Aquáticos do Nordeste (REMANE) e reabilitados pelo ICMBio foram devolvidos à natureza.

O primeiro sítio de soltura e o único atualmente em atividade no Brasil está localizado dentro da APA Costa dos Corais, no rio Tatuamunha, em Porto de Pedras (AL). Dentre os animais soltos, 19 (43%) foram fêmeas e 25 (57%) machos. Dentre as fêmeas reintroduzidas, 15 (79%) foram soltas na APA da Costa dos Corais e 4 (21%) na Área de Proteção Ambiental da Barra de Mamanguape, Estado da Paraíba.

Até agora, foram registrados o nascimento de oito filhotes no período, entretanto somente quatro fêmeas foram responsáveis por estes nascimentos, sendo a fêmea Lua com quatro parições e Tuca com duas; a fêmea Áira com apenas uma parição e agora Luna, também em sua primeira.

Dentre os filhotes registrados, todos nasceram com vida, porém dois vieram a óbito poucos dias depois do nascimento. Importante destacar que após os dois primeiros registros que vieram a óbito, as atividades de conservação foram a cada ano mais aprimoradas e todos os demais nascimentos vêm sendo realizados com sucesso.

Nestes casos, o atendimento imediato da equipe, assim como o grande trabalho socioeducativo realizado nas comunidades, vem sendo o grande diferencial. Luna, a nova mamãe, foi resgatada em 29 de agosto de 2005, na praia de Canoa Quebrada, Estado do Ceará.

Depois do resgate, a fêmea foi transportada para a base do ICMBio na Ilha de Itamaracá, onde permaneceu com cuidados veterinários durante a reabilitação, até 1 de maio de 2008. Nesta data, ela foi transportada para o cativeiro de aclimatação em Porto de Pedras. Ela estava entre o primeiro grupo de animais que foi transportado para este cativeiro, construído conjuntamente pelo ICMBio e Fundação Mamíferos Aquáticos, exclusivamente para o recebimento dos animais em processo final de reabilitação, para posterior soltura.

Estresse

Luna foi liberada na natureza em 9 de novembro de 2008, após um período no cativeiro em ambiente natural, onde pode aprender a sobreviver nas condições naturais, tais como presença de outras espécies, mudança de maré e temperatura. Apesar de comportamento de grande interação antropogênica, Luna sempre teve uma boa adaptação no ambiente natural, interagindo com outros animais com sucesso na busca de alimentação e água.

Cerca de 1 anos atrás, Luna foi vista pela equipe do ICMBio em comportamento de cópula com outros animais reintroduzidos. Nos últimos meses, ela não estava sendo avistada pela equipe. Havia a suspeita de prenhes da fêmea, confirmada no dia 15 de agosto de 2017, quando Luna foi encontrada no rio Manguaba, em Porto de Pedras, junto com um filhote.

Para evitar estresse aos bichos, a equipe não irá realizar o manejo dos dois animais, até que tenham melhor condição para este tipo de atividade. Entretanto, estima-se que o recém-nascido possua, no máximo, 15 dias de vida. O sexo do filhote, porém, não foi verificado ainda.

A equipe veterinária e de monitoramento irá realizar uma avaliação prévia, sem retirada do animal da água nos próximos dias. Além disso, as equipes do ICMBio e da Associação Peixe-boi estarão de prontidão acompanhando mãe e filhote, prontos para o imediato atendimento, caso necessário, evitando uma interação das pessoas com os animais.

O ICMBio solicita que caso os animais sejam vistos, não se forneça nenhum tipo de alimento ou água. É importante não tocar e nem se aproximem da mãe, assim como do filhote, evitando qualquer tipo de interação. No caso das embarcações presentes na região, solicita-se maior atenção durante o trânsito e, em caso de avistamento dos animais, que sejam desligados os motores até a passagem deles.

Mais informações:

82-3298-1346 (Base ICMBio Porto de Pedras/AL)

81-3544-1948 (Base ICMBio Itamaracá/PE)


Com assessoria ICMBio

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Mutirão promove melhorias na passarela de acesso ao passeio do peixe-boi
   Severino  Carvalho  │     16 de setembro de 2016   │     15:25  │  1

Tábuas e pregos estão se soltando ao longo da passarela (Fotos: Itawi Albuquerque / Sedetur)

Tábuas e pregos estão se soltando ao longo da passarela (Fotos: Itawi Albuquerque / Sedetur)

Integrantes da Associação Peixe-Boi e um grupo de pescadores iniciaram um mutirão para promover melhorias estruturais na passarela de madeira instalada sobre o Rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, Litoral Norte de Alagoas. O equipamento dá acesso ao passeio de observação do mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil e é utilizado pelos moradores e operadores do turismo de base comunitária.

 

De acordo com a presidente da Associação Peixe-Boi, Flávia Rego, o mutirão será dividido em quatro etapas, sempre nos finais de semana, e contará com o trabalho de voluntários. O pontapé inicial foi dado no sábado (10), quando pescadores e membros da Associação arregaçaram as mangas para recuperar a estrutura de madeira com 400 metros de extensão.

 

“A ponte encontra-se bastante estragada e quase sem condições de uso, por isso resolvemos fazer o mutirão. A Associação vai doar uma parte da madeira e o empresário local, Eduardo de Paula, a outra. Pescadores, associados e pessoas da comunidade que se dispuserem podem fazer parte do mutirão. Todos serão bem-vindos”, declarou Flávia Rego.

 

Ela lembrou que o objetivo do trabalho é deixar a passarela em melhores condições estruturais para o uso até novembro deste ano, quando começa a alta estação turística (2016 / 2017). Neste período, o passeio de observação do peixe-boi marinho recebe um fluxo ainda maior de visitantes.

 

Em maio deste ano, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) anunciou a reconstrução total da passarela por meio de uma parceria entre a Associação Peixe-Boi, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o governo do Estado e a Fundação Toyota do Brasil. Entretanto, não há previsão para o início das obras.

 

Passarela é usada pela comunidade e pelos turistas que fazem o passeio de observação do peixe-boi

Passarela é usada pela comunidade e pelos turistas que fazem o passeio de observação do peixe-boi

O projeto executivo, que contém todos os estudos para implantação da passarela de madeira, foi elaborado através de parceria entre a Sedetur, a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e uma construtora voluntária (Engenharq). 

 

“A próxima etapa é garantir os recursos para execução do projeto, que está orçado em torno de R$ 1 milhão. Para isso, a Sedetur registrou o projeto no Sistema de Convênios (Siconv) do Governo Federal e está em busca de parceiros investidores para viabilizar a execução”, informou a Secretaria.

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IMA divulga condutas para proteção do peixe-boi em Alagoas
   Severino  Carvalho  │     7 de julho de 2016   │     10:53  │  0

Peixe-boi ArteO Instituto do Meio Ambiente (IMA) divulgou as condutas que devem ser adotadas por quem avistar um peixe-boi nos estuários e mares alagoanos.

As medidas visam preservar a espécie de mamífero aquático mais ameaçada de extinção no Brasil e que encontrou na costa de nosso Estado as condições ambientais ideais para viver e se reproduzir.

Confira as instruções:

Ao avistar algum peixe-boi, não interaja com o animal! Ele pode ter sido reintroduzido e, por ter adquirido uma domesticação vinda do cativeiro, devido ao contato com humanos, é comum a aproximação com embarcações ou pessoas na busca por alimentos e carícias.

Essa interação é prejudicial ao animal, pois ele precisa resgatar, de forma mais rápida possível, seu comportamento natural para perpetuação da espécie, como busca por alimentação adequada, deslocamento, reprodução, busca por abrigos etc. 

Caso presencie algum peixe-boi, repasse a informação da presença ou ato de interação com pessoas aos órgãos ambientais através de seus canais de comunicação: Canal Verde (0800 082 1523), ICMBio (3298-1388) e BPA (3315-4325 / 98833-5879).

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Associação Peixe-Boi completa 6 anos de fundação na Costa dos Corais
   Severino  Carvalho  │     18 de julho de 2015   │     13:23  │  0

Comunidade ribeirinha lucra com o turismo de observação do peixe-boi marinho em Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres (Fotos: Carlos Rosa)

Comunidade ribeirinha lucra com o turismo de observação do peixe-boi marinho em Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres (Fotos: Carlos Rosa)

A Associação dos Condutores do Turismo de Observação do Peixe-Boi Marinho celebra, neste sábado (18), seis anos de fundação. Associados e parceiros do projeto comemoram a data num coquetel oferecido na sede da instituição, a partir das 16 horas, no povoado de Tatuamunha, em Porto de Pedras, Litoral Norte de Alagoas.

A Associação Peixe-Boi foi criada há seis anos num esforço conjunto entre as comunidades ribeirinhas, o Ministério Público Federal (MPF) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A instituição possui 51 associados, todos moradores de Porto de Pedras e de São Miguel dos Milagres, que atuam na prática do turismo de base comunitária.

“A criação da associação nos proporcionou a melhoria da qualidade de vida das populações ribeirinhas, através da geração de renda; colaborou também com a preservação do peixe-boi marinho e, consequentemente, de todo o meio ambiente: das áreas de manguezal aos recifes de coral. Nosso trabalho conscientiza ainda quem nos visita. Os turistas saem daqui com outra visão da natureza”, declarou a presidente da Associação Peixe-Boi, Flávia Rêgo.

Sede da Associação Peixe-Boi (Foto: Divulgação)

Sede da Associação Peixe-Boi no dia da inauguração (Foto: Divulgação)

A associação foi criada por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo MPF. Antes disso, a atividade já existia, mas sem nenhum regramento. Falsos guias colocavam em risco os peixes-boi marinhos que habitam Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais, por meio de condutas inadequadas como, por exemplo, tocar o animal.

O ICMBio, então, selecionou e capacitou os moradores locais, que se transformaram em condutores do passeio de observação do peixe-boi. No ano passado, o apresentador Luciano Huck presenteou a Associação Peixe-Boi com a construção de uma moderna sede e divulgou o projeto nacionalmente em seu programa na Rede Globo de Televisão.

Economia

Peixe-boi se aproxima de embarcação e oferece as boas-vindas

Peixe-boi se aproxima de embarcação e oferece as boas-vindas

Numa perfeita simbiose entre homem e animal, os ribeirinhos de Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres se utilizam da presença de um bicho rechonchudo e de aparência meiga para lucrar com atividades que vão do turismo de observação ao artesanato.

A atividade econômica regrada, por outro lado, favorece a preservação do mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil. Na APA Costa dos Corais, a espécie encontrou o seu refúgio.

A associação possui sede instalada no povoado de Tatuamunha, em Porto de Pedras. Ali, são oferecidos até 10 passeios diários de jangada a remo pelo Rio Tatuamunha até o recinto de reintrodução do peixe-boi. São 70 pessoas por dia que embarcam na aventura, com direito à trilha suspensa pelo vasto manguezal, ao preço de R$ 40 por ingresso.

Serviço

  • Associação Peixe-Boi

Povoado Tatuamunha, Porto de Pedras /AL

Contato: (82) 3298-6247

www.associacaopeixeboi.com.br

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Turismo de observação do peixe-boi é atração em Porto de Pedras
   Severino  Carvalho  │     23 de outubro de 2012   │     0:32  │  0

O passeio começa com uma caminhada por entre o manguezal numa trilha suspensa (Fotos: Carlos Rosa)

O mamífero aquático  mais ameaçado de extinção no Brasil encontrou na Costa dos Corais alagoana o seu refúgio. Foi no estuário do Rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, que o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), instalou o cativeiro de readaptação do Projeto Peixe-Boi Marinho.

Animais debilitados, resgatados depois de encalhes ao longo do litoral nordestino, são levados à sede do projeto, na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco. Depois de reabilitados, os bichos são levados ao Rio Tatuamunha onde passam por um processo de readaptação até serem devolvidos à natureza.O projeto Peixe-Boi Marinho tem 30 anos de atuação nas áreas de resgate e reabilitação de filhotes órfãos e, desde 1994, tem realizado a reintrodução e o monitoramento desses animais. A instalação do cativeiro nas águas do Tatuamunha, porém, gerou, inicialmente, um grave problema socioeconômico aos ribeirinhos que se viram impedidos de realizar a pesca de subsistência.

“Os pescadores estendiam as redes de uma margem à outra e iam fazendo o cerco. Quando se davam conta, lá estava o peixe-boi no meio. Ao tentar tirar o bicho de dentro das redes, os demais peixes escapavam. Os pescadores ficavam revoltados com a situação e até agrediam o animal”, recorda a condutora de passeio turístico Carla Vergínia.

O bicho que veio para “atrapalhar” a vida dos pescadores, hoje é um aliado dos ribeirinhos. Capacitados e credenciados pelo CMA /ICMBio, 20 condutores e outros 22 remadores sobrevivem realizando, diariamente, o turismo de observação do peixe-boi. O blog embarcou numa jangada a remo e seguiu viagem pelas águas mansas do Rio Tatuamunha, adornada por bastos manguezais.

Peixe-boi se aproxima de embarcação e oferece as boas-vindas

Os condutores / remadores estão organizados em associação. A sede fica no povoado de Tatuamunha, à rua José de Moraes Mendonça. Ali, o turista adquire, por R$ 35, o bilhete numerado para o passeio. São apenas dez viagens por dia e 70 visitantes, no máximo. As regras do turismo de observação estão fixadas por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual, firmado em 2010.

O objetivo foi preservar o animal, livrando-o do assédio do público, que antes tocava-o e alimentava-o. Este processo de domesticação pode gerar sérias consequências ao peixe-boi, tornando ainda mais difícil sua adaptação ao meio natural.

“Usamos barcos a remo para não fazer barulho e incomodar o bicho. Daqui só podemos levar lembranças e fotografias”, alerta a condutora. Para chegar até o embarque, o visitante tem de percorrer cerca de 500 metros sobre uma passarela de madeira suspensa, bem no meio do manguezal. A natureza, ao redor, faz a caminhada ainda mais prazerosa.

A jangada é conduzida por dois remadores, enquanto a condutora, que atua como guia, vai dando as instruções e informações. O passeio dura cerca de 1h20. Carla conta que no Litoral Norte de Alagoas, entre Maragogi e São Miguel dos Milagres, existem 14 animais, quatro deles encontram-se ainda dentro do cativeiro de adaptação, onde recebem uma alimentação balanceada, à base de capim-agulha, cenouras e beterraba. Há ainda um número não conhecido de peixes-bois selvagens. Tanto estes como os reintroduzidos são extremamente doceis.

Peixe-boi Aldo repousa submerso à margem do Rio Tatuamunha, em Porto de Pedras

O peixe-boi adulto pode atingir 4 metros de comprimento e pesar de 400 kg a 600 kg. Vive em média de 50 anos. A gestação, de apenas um filhote, ocorre de 13 a 14 meses. Quando a embarcação chega ao cativeiro de readaptação, logo um dos animais se aproxima. Ele põe uma das nadadeiras sobre a jangada, como que dando as boas-vindas. Os turistas preparam as máquinas e começar a fotografar. É proibido usar flash. No remanso, próximo de uma das margens, Aldo,  um peixe-boi de aproximadamente dois metros, só quer saber de sombra e água fresca: permanece imóvel o tempo todo, como se hibernasse.O condutor Platini Fortunato revela que as chances de se fazer o passeio e encontrar ao menos um dos animais no estuário do Tatuamunha é de 50%. Por isso, alguns turistas saem frustrado por não ter avistado o peixe-boi, mas, confesso que só o passeio de jangada, singrando o Tatuamunha, por entre os viçosos manguezais, já vale o ingresso.

Serviço:

Associação Peixe-Boi, Turismo de Observação

Rua José de Moraes Mendonça, s/n, Tatuamunha, Porto de Pedras

Telefone: (82) 3298-6247

 

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