Category Archives: Passeios

Assentamento e Ifal trabalham para formatar Trilha da Imbiriba em Maragogi
   Severino  Carvalho  │     22 de março de 2017   │     15:26  │  0

Trilha da Imbiriba tem cerca de 3 km de extensão (Fotos: Ifal)

Trilha da Imbiriba tem cerca de 3 km de extensão (Fotos: Ifal)

Moradores do Assentamento Nova Jerusalém, em parceria com o Campus Maragogi do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), estão viabilizando a formatação da Trilha da Imbiriba dentro de um remanescente de mata atlântica do Assentamento Nova Jerusalém, pertencente ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O produto turístico de base comunitária (Tirlha da Imbiriba) será desenvolvido por meio do programa institucional “Minha Comunidade” executado pelos Campi do Ifal em benefício das localidades do entorno.

“Nós precisamos deixar de viver exclusivamente das Galés”, alertou o diretor do Campus Maragogi, Dácio Camerino, ao se referir às piscinas naturais, formações recifais a cerca de 6 km da costa, que são os principais atrativos turísticos de Maragogi.

“O turista gosta também de conhecer a Mata Atlântica. Com isso, queremos gerar renda aos assentados da reforma agrária, através do turismo comunitário”, completou o diretor.

Durante a II Feira Cultural e Agroecológica do IFAL Maragogi, que aconteceu nos dias 16, 17 e 18 de março, os participantes puderam conhecer a Trilha da Imbiriba, que possui cerca de 3 km de extensão e está em processo de formatação na área de reserva natural do Assentamento Nova Jerusalém.

“Professores e alunos dos cursos de Agroecologia e Hospedagem viram de perto que o projeto de construção da Trilha possui viabilidade. O IFAL participa desse processo como articulador, buscando parceiros como o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). A ideia é ofertar aos assentados o curso de formação de condutor de trilha, que pode ser ministrado em nossas instalações”, explicou a professora do curso de Hospedagem, Lívia Pinheiro.

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A trilha realizada no dia 18 de março ocorreu de forma experimental, tendo em vista que ainda não foi aberta ao público. Participaram estudantes, professores, moradores do assentamento, representantes da prefeitura e do trade turístico local.

Os trilheiros passaram por uma Imbiriba, árvore de aproximadamente 200 anos de existência; pela Lagoa Encantada, incrustada no meio da reserva de mata atlântica, e puderam ter uma vista panorâmica do litoral de São José da Coroa Grande (PE) e de Maragogi. Foi possível também vislumbrar as instalações do Campus Ifal, construído em terras do Assentamento Nova Jerusalém, distrito de Peroba.

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Rota Verde mostra de buggy o Maragogi rural sem esquecer do litoral
   Severino  Carvalho  │     5 de novembro de 2016   │     9:39  │  0

Rota Verde descortina o Maragogi rural (Fotos: Severino Carvalho)

Rota Verde descortina o Maragogi rural (Fotos: Severino Carvalho)

A Associação dos Bugueiros Turismo da Rota Verde surgiu em Maragogi em agosto deste ano.  Segundo o presidente da instituição, Marcelo Juliano, 33 anos, a nova entidade chega para atuar num segmento diferenciado, que são as rotas ecológicas, privilegiando a zona rural, sem esquecer o litoral, porém sem circular pelas praias.

Marcelo explica que o projeto nasceu justamente da necessidade de se respeitar as normas estabelecidas pelo Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, em vigor desde 2013, e que proíbe a circulação de veículos automotores nas faixas de praia da maior Unidade de Conservação Marinha do País, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A resolução nº 31/2016 do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram), publicada no Diário Oficial do Estado de Alagoas (DOE/AL), em junho deste ano, também não permite o tráfego nas praias de todo o Estado.

“Temos uma central e trabalhamos com passeios programados. Vamos buscar o cliente nas dez pousadas que já são parceiras da nossa Associação e seguimos pela rodovia AL-101 Norte, até os pontos de parada nas praias de Burgalhau, Barra Grande, Antunes, Xaréu, Ponta de Mangue e Peroba, mas sem circular pela areia. Paramos e ali o turista pode se banhar e ficar de 30 a 40 minutos. Ou o tempo que desejar”, citou Marcelo Juliano.

Em algumas praias, a exemplo de Burgalhau, a Associação fechou parceria com bares e restaurantes, onde o turista pode fazer uma parada para se alimentar e se refrescar.

Associação Rota Verde conta com 17 integrantes

Associação Rota Verde conta com 17 integrantes

As rotas elaboradas pela Associação Rota Verde seguem, ainda, pela zona rural, pelas áreas de assentamentos da reforma agrária, visitando bicas e cachoeiras, adentrando sítios e fazendas, descortinando um Maragogi pouco conhecido pela maioria dos turistas.

“Já fechamos parceria com um hotel fazenda, onde o turista pode fazer o day use e conhecer as dependências e os atrativos, como a produção de aguardente, fazer o passeio de charrete, pescar”, acrescentou o presidente.

Outra opção oferecida aos turistas é levá-los até a Trilha do Visgueiro, no Assentamento Água Fria, na zona rural de Maragogi. Visitas programadas também são feitas às ruínas do Mosteiro de São Bento, no distrito de mesmo nome.

Os passeios ofertados pela nova Associação duram, em média, três horas e meia e custam de R$ 170 a R$ 350.

Fundação

Na Rota Verde: sítios, fazendas e assentamentos

Na Rota Verde: sítios, fazendas e assentamentos

A Associação dos Bugueiros Turismo da Rota Verde foi fundada com apenas 10 integrantes e conta na atualidade com 17. O presidente Marcelo Juliano avisa que a instituição só crescerá de acordo com a demanda.

Pioneira no município, a Associação dos Bugueiros de Maragogi (ABM), por exemplo, possui 44 membros, e promove passeios há cerca de 20 anos.

“Na medida que fomos fechando novas parcerias e a procura for aumentando, vamos aceitando mais integrantes. Hoje, fazemos em média quatro passeios diários e a meta é que cada um dos 17 membros realize, ao menos, um por dia”, explicou.

Marcelo Juliano revela que o estatuto da Associação estabelece critérios rígidos para admissão de novos associados. “É preciso ser natural de Maragogi ou ter raízes no município. Cada associado só pode ter um único buggy e se ele sair da Associação, não poderá vender a vaga. Ela pertence à entidade, que a disponibilizará para quem estiver na lista de espera”, observou Marcelo Juliano.

David Santana da Silva, 28 anos, conta que trabalhou durante seis anos como motorista para cinco donos de buggys da outra associação, mas sempre sonhou em conduzir o próprio veículo e ter a “vez”. A exemplo dele, outros três condutores já migraram para a nova Associação.

O mecânico José Carlos da Silva, 35, vendeu o automóvel dele, um Corsa Sedan, ano 2006, e investiu os R$ 14 mil arrecadados na compra de um buggy, que foi buscar em Escada (PE).

“O carro estava em casa, parado, sem dar lucro. Quando soube da nova Associação, saí procurando um buggy nesses sites de compras até achar o meu em Pernambuco”, recordou ele.

Rota Verde 04Serviço

Associação Rota Verde

(82) 9 9421-9591

(82) 99132-1782

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Mutirão promove melhorias na passarela de acesso ao passeio do peixe-boi
   Severino  Carvalho  │     16 de setembro de 2016   │     15:25  │  1

Tábuas e pregos estão se soltando ao longo da passarela (Fotos: Itawi Albuquerque / Sedetur)

Tábuas e pregos estão se soltando ao longo da passarela (Fotos: Itawi Albuquerque / Sedetur)

Integrantes da Associação Peixe-Boi e um grupo de pescadores iniciaram um mutirão para promover melhorias estruturais na passarela de madeira instalada sobre o Rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, Litoral Norte de Alagoas. O equipamento dá acesso ao passeio de observação do mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil e é utilizado pelos moradores e operadores do turismo de base comunitária.

 

De acordo com a presidente da Associação Peixe-Boi, Flávia Rego, o mutirão será dividido em quatro etapas, sempre nos finais de semana, e contará com o trabalho de voluntários. O pontapé inicial foi dado no sábado (10), quando pescadores e membros da Associação arregaçaram as mangas para recuperar a estrutura de madeira com 400 metros de extensão.

 

“A ponte encontra-se bastante estragada e quase sem condições de uso, por isso resolvemos fazer o mutirão. A Associação vai doar uma parte da madeira e o empresário local, Eduardo de Paula, a outra. Pescadores, associados e pessoas da comunidade que se dispuserem podem fazer parte do mutirão. Todos serão bem-vindos”, declarou Flávia Rego.

 

Ela lembrou que o objetivo do trabalho é deixar a passarela em melhores condições estruturais para o uso até novembro deste ano, quando começa a alta estação turística (2016 / 2017). Neste período, o passeio de observação do peixe-boi marinho recebe um fluxo ainda maior de visitantes.

 

Em maio deste ano, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) anunciou a reconstrução total da passarela por meio de uma parceria entre a Associação Peixe-Boi, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o governo do Estado e a Fundação Toyota do Brasil. Entretanto, não há previsão para o início das obras.

 

Passarela é usada pela comunidade e pelos turistas que fazem o passeio de observação do peixe-boi

Passarela é usada pela comunidade e pelos turistas que fazem o passeio de observação do peixe-boi

O projeto executivo, que contém todos os estudos para implantação da passarela de madeira, foi elaborado através de parceria entre a Sedetur, a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e uma construtora voluntária (Engenharq). 

 

“A próxima etapa é garantir os recursos para execução do projeto, que está orçado em torno de R$ 1 milhão. Para isso, a Sedetur registrou o projeto no Sistema de Convênios (Siconv) do Governo Federal e está em busca de parceiros investidores para viabilizar a execução”, informou a Secretaria.

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Projeto Rotas ALE chega a Alagoas e visita Costa dos Corais
   Severino  Carvalho  │     29 de julho de 2016   │     15:17  │  0

Renato e Glória

Repórter fotográfico Renato Weil e repórter Glória Tupinambás já viajaram por 59 países (Foto: divulgação)

Encontra-se em Alagoas o motorhome integrante da plataforma on-line “Rotas ALE”, que oferece conteúdo para viajantes que gostam de se aventurar de carro ou de moto pelo Brasil.

Neste sábado (30), o projeto Rotas ALE faz uma visita a Maceió para conhecer as belezas naturais da capital. A Costa dos Corais, no Litoral Norte de Alagoas, também será visitada. Maragogi e Porto de Pedras constam na programação.

A “casa sobre rodas” é pilotada pela jornalista Glória Tupinambás e pelo repórter fotográfico Renato Weil, que já viajaram por 59 países dos cinco continentes e agora estão trilhando várias rotas pelo país, ofertando dicas especiais da viagem percorrida.

Os viajantes vão ficar em Alagoas até o dia 9 de agosto para conhecer, além de Maceió, as praias de Maragogi, Porto de Pedras, Barra de São Miguel e do Gunga. O principal destaque do passeio é a praia do Patacho, em Porto de Pedras, com águas cristalinas e piscinas naturais que se formam junto aos arrecifes.

“Patacho é uma das praias mais lindas do Brasil e vamos visitar as principais pousadas e restaurantes para mostrar o que a região tem de melhor”, diz a jornalista Glória.

Segundo a gerente de Marketing e Comunicação, Rejayne Nardy, o “Rotas ALE” demonstra que entre o ponto de partida e o destino há muitas possibilidades interessantes e que podem tornar a viagem ainda mais divertida.

“Viajar de carro permite essas aventuras por várias cidades, que possuem muitas atrações turísticas, às vezes, desconhecidas. Queremos mostrar ao público que está acompanhando a plataforma que o caminho não precisa ser estressante, mas uma forma de conhecer novos lugares e aproveitar também a natureza”, declara Rejayne.

A plataforma on-line “Rotas ALE” está disponível em www.rotasale.com.br.

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Com Assessoria

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Jangadeiros da Rota Ecológica finalizam atividades com resultados positivos
   Severino  Carvalho  │     8 de julho de 2016   │     11:55  │  0

O projeto Jangadeiros da Rota Ecológica, do Instituto Yandê, encerrou suas atividades em junho com muitos resultados a comemorar. A GazetaWebMaragogi mostrou, em reportagem publicada em janeiro deste ano, um pouco dessa importante iniciativa.

O trabalho também foi destaque no blog da SOS Mata Atlântica.

Confira a matéria:

Durante um ano, o projeto trabalhou com 59 jangadeiros de 3 municípios da Rota Ecológica, no Litoral Norte de Alagoas, oferecendo oficinas de associativismo, turismo, conhecimentos sobre recifes de coral e manguezais e sobre a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, seu plano de manejo, suas regras e zoneamento.

Também foram produzidos materiais de conscientização, como o folder com dicas e o mapa da região.

Tudo isso não somente para oferecer um serviço ao turismo com maior qualidade e conteúdo, mas também para preparar esses atores para participarem do debate sobre o zoneamento da região e outras questões importantes para a APA.

Além da dedicação dos integrantes do Yandê e de seus parceiros locais, o projeto Jangadeiros da Rota Ecológica foi executado entre Julho de 2015 a Junho 2016 pelo Instituto Yandê, em parceria com o ICMBio e o Instituto Bioma Brasil e Apoiado pela Fundação SOS Mata Atlântica e Fundação Toyota do Brasil.

Saiba mais no vídeo do projeto, que inclui depoimentos dos jangadeiros:

APA Costa dos Corais

A área da APA Costa dos Corais abrange mais de 400 mil hectares da costa nordestina e se estende ao longo de 130 km por 11 municípios entre Tamandaré (PE) e Paripueira (AL).

Criada por Decreto Federal em 23 de outubro de 1997, ela é a maior Unidade de Conservação (UC) Federal marinha em extensão e a primeira a proteger parte dos recifes costeiros do Nordeste. Engloba áreas de manguezais e seus estuários e cerca de 30 km em direção ao mar aberto até a quebra da plataforma continental.

A APA conta também com uma área fechada (reserva marinha) na cidade de Tamandaré, onde atividades como pesca e turismo são proibidos, o que garante a conservação da biodiversidade e a tornou um exemplo para a conservação dos recifes brasileiros.

Isolada há 13 anos, esta área de 400 ha, o equivalente a 0,1% da área total da APA, tem sido, desde então, diariamente monitorada junto a áreas de recifes adjacentes, apresentando surpreendentes resultados em conservação de corais e em estoque de biodiversidade, e favorecendo, inclusive, na reprodução dos peixes no entorno da área, com benefícios diretos para a pesca e o turismo da cidade. A área fechada pode ser comparada a uma poupança biológica da sociedade.

Fonte: SOS Mata Atlântica

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