Category Archives: Turismo em debate

34 municípios alagoanos passam a integrar o Mapa do Turismo Brasileiro
   Severino  Carvalho  │     20 de junho de 2017   │     8:51  │  0

Com Agência Alagoas

Helder Lima apresenta novo Mapa do Turismo na AMA (Foto: Kaio Fragoso)

Trinta e quatro municípios alagoanos passaram a integrar o Mapa do Turismo Brasileiro em 2017. A mais recente formatação foi apresentada pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Helder Lima, durante reunião com a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), na segunda-feira (19).

Atualmente, Alagoas conta com 62 municípios integrando o mapa, que funciona como base de orientação para o Ministério do Turismo (Mtur) no desenvolvimento de políticas públicas. Em 2016, apenas 28 municípios faziam parte da lista.

O avanço representa um crescimento de 121,42% e indica que 62 cidades adotam o turismo como um dos principais fatores para desenvolver a economia local, o que otimiza o repasse de recursos federais e investimentos em projetos.

Na ocasião, o secretário Helder Lima destacou a importância da parceria entre o Governo do Estado e a administração dos municípios para potencializar e regionalizar o turismo.

“Com um mapa que apresente de forma fiel a oferta turística de Alagoas, poderemos focar nossos esforços e otimizar nossos resultados em parceria com o Governo Federal. Nesse sentido é de suma importância que os prefeitos e secretários de Turismo estejam atentos às demandas de seus territórios para fomentar as potencialidades turísticas de cada município e promover a interiorização do desenvolvimento”, ressaltou Helder Lima.

Os gestores interessados em cadastrar seus municípios devem procurar a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, localizado no bairro do Jaraguá. O período para cadastro para inserção no Mapa do Turismo segue até o dia 31 de julho.

 

MAPA TURÍSTICO – ALAGOAS
2016 2017
AGRESTE AGRESTE
Palmeira dos Índios Palmeira dos Índios
Arapiraca Arapiraca
Campo Alegre
CAMINHO DO SÃO FRANCISCO CAMINHO DO SÃO FRANCISCO
Água Branca Água branca
Penedo Penedo
Piranhas Piranhas
Olho D´Água do Casado Olho D´Água do Casado
Pão de Açúcar Pão de Açúcar
Delmiro Gouveia Delmiro Gouveia
Piaçabuçu Piaçabuçu
Porto Real do Colégio
Traipu
São Brás
Belo Monte
Igreja Nova
COSTA DOS CORAIS COSTA DOS CORAIS
Japaratinga Japaratinga
Porto de Pedras Porto de Pedras
Maragogi Maragogi
São Miguel dos Milagres São Miguel dos Milagres
Passo de Camaragibe Passo de Camaragibe
Paripueira Paripueira
Porto Calvo Porto Calvo
Barra de Santo Antônio
LAGOAS E MARES DO SUL LAGOAS E MARES DO SUL
Feliz Deserto Feliz Deserto
Barra de São Miguel Barra de São Miguel
Marechal Deodoro Marechal Deodoro
Coruripe Coruripe
Pilar Pilar
Santa Luzia do Norte
Coqueiro Seco
Roteiro
Jequiá da Praia
METROPOLITANA METROPOLITANA
Maceió Maceió
QUILOMBOS QUILOMBOS
São José da Laje São José da Laje
Viçosa Viçosa
União dos Palmares União dos Palmares
Mar Vermelho Mar vermelho
Murici Murici
Cajueiro Cajueiro
Paulo Jacinto
Campestre
Capela
Colônia Leopoldina
Joaquim Gomes
Ibateguara
MUNICÍPIOS ADICIONAIS MUNICÍPIOS ADICIONAIS
Olho D´Água das Flores
Santana do Ipanema
Maravilha
Cacimbinhas
Mata Grande
Junqueiro
Major Isidoro
Dois Riachos
Poços das Trincheiras
Tanque D´Arca
São Miguel dos Campos
Belém
Teotônio Vilela
São Sebastião
Girau do Ponciano
Igaci
Boca da Mata
28 62

Fonte: Sedetur

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Membros do Conselho Municipal de Turismo de Maragogi tomam posse
   Severino  Carvalho  │     24 de maio de 2017   │     11:51  │  0

Conselheiros tomaram posse na Coopeagro (Foto: divulgação)

Os integrantes do Conselho Municipal de Turismo de Maragogi (Comtur) tomaram posse na terça-feira (23), durante sessão realizada no salão de reuniões da Cooperativa dos Pequenos Agricultores Organizados (Coopeagro).

A instituição do Conselho e a criação do Fundo Municipal de Turismo (Fumtur) estão previstas na Lei Municipal número 596, assinada em 20 de março deste ano pelo prefeito Fernando Sérgio Lira, que participou da solenidade de posse.

A secretária municipal de Turismo de Maragogi, Talita Pires, explicou que o Comtur funcionará como órgão deliberativo.

“O Conselho é a principal ferramenta para o desenvolvimento do turismo de Maragogi. Trata-se do ambiente ideal para os representantes do poder público e da sociedade civil discutirem as questões relacionadas à atividade no município”, detalhou a secretária.

Conforme a Lei Municipal, para atingir seus objetivos o Comtur deverá obedecer a um Plano de Desenvolvimento a ser elaborado com base nas diretrizes estabelecidas pelo Ministério do Turismo (Mtur), que determinará as ações estratégicas com objetivo de alcançar o fortalecimento das atividades turísticas e econômicas do município.

Do mesmo modo, o Plano de Desenvolvimento deve estimular o estabelecimento dos investimentos estaduais, nacionais e internacionais na região de Maragogi. O Comtur terá como principais atribuições o gerenciamento do Plano Municipal de Turismo e do Fumtur.

Entre titulares e suplentes, tomaram posse 22 conselheiros, que representam o poder público, a sociedade civil organizada e uma instituição de ensino e pesquisa: o Instituto Federal de Alagoas (Ifal).

O diretor-executivo do Costa dos Corais Convention & Visitors Bureau (CCC&VB), Renato Lobo, considera que o Conselho é uma demonstração positiva de construção de um ambiente profícuo e estruturado na política de turismo municipal. Ele é um dos conselheiros que integram os representantes da sociedade civil organizada.

“O Comtur é um passo importante e se fortalecerá à medida em que a fonte de custeio se concretize, no caso, o Fundo do Turismo, sendo aplicados os seus recursos diretamente onde o Comtur direcione sua utilização. Estamos muito satisfeitos com esse avanço e esperamos fazer valer o assento que nos foi concedido”, afirmou Lobo.

O Fumtur será abastecido com recursos advindos do percentual de arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços), através das empresas de turismo instaladas no município.

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Totens fazem sucesso em cidades da Costa dos Corais
   Severino  Carvalho  │     10 de maio de 2017   │     16:52  │  0

Totem no Alto do Cruzeiro (Fotos: Severino Carvalho)

O poder público e até a iniciativa privada pegaram gosto por um equipamento relativamente simples, mas que agrada visitantes e os moradores de cidades turísticas do Litoral Norte de Alagoas: os totens.

Umas das primeiras iniciativas partiu da Prefeitura de Porto de Pedras que, ainda em 2016, instalou um totem nas imediações da foz do Rio Manguaba. O equipamento tem atraído muitos turistas. Eles posam para fotografias ao lado do letreiro que, harmonicamente, integra a bela paisagem na praça que foi reformada.

Em Maragogi, o empresário Josemir Cavalcante engastou um totem com os dizeres “Eu amo Maragogi” bem no Alto do Cruzeiro, onde fica o estabelecimento dele: pousada e restaurante. Ali, nas alturas, tem-se uma das mais belas imagens panorâmicas do litoral de Maragogi.

Equipamentos instalados em Maragogi e Porto de Pedras

Em homenagem ao aniversário de 142 anos de Maragogi, comemorado em 24 de abril, a prefeitura instalou um totem na Praça dos Cabanos, junto ao monumento em alusão às três raças envolvidas no levante histórico.

Da mesma forma, o equipamento caiu no gosto de turistas e moradores; converteu-se em parada obrigatória para fotografias. O sucesso foi tão grande que a prefeitura agora estuda a instalação de um outro totem, ainda mais robusto, na orla marítima da cidade.

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Costa dos Corais é a 7ª Unidade de Conservação mais visitada do Brasil
   Severino  Carvalho  │     6 de março de 2017   │     15:04  │  0

Estudo

Em fevereiro, foram concluídos os estudos para o ordenamento do turismo náutico em Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres (Fotos: ICMBio)

A Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais foi a sétima Unidade de Conservação (UC) federal mais visitada do País em 2016. Estendendo-se por cerca de 120 km entre os litorais Norte de Alagoas e Sul de Pernambuco, a APA Costa dos Corais recebeu, no ano passado, 235.030 visitantes.

“O ranking mostra a importância da APA Costa dos Corais em âmbito nacional. Ainda temos que considerar que este número se refere apenas às zonas de visitação regulamentadas (piscinas naturais). Se considerarmos as zonas que estão em processo de ordenamento e os visitantes que vão às praias, onde não é possível realizar a contagem, estes números sobem ainda mais”, declarou o chefe da UC marinha, Iran Normande.

Ele é analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão federal responsável diretamente pela gestão da UC.

O balanço da visitação nas unidades de conservação (UCs) federais em 2016 foi divulgado no mês passado pelo ICMBio. No geral, os números indicam uma leve alta em relação a 2015, passando de 8,07 milhões para 8,29 milhões.

A APA Costa dos Corais apareceu pela primeira vez no ranking em 2013, ano em que entrou em vigor o plano de manejo da UC, quando registrou a visita de 133.792 pessoas. Em comparação com 2016, houve um crescimento de mais de 56,9% do número de visitantes.

Para Normande, o desafio da gestão da APA Costa dos Corais agora é garantir que toda esta visitação gere o mínimo de impacto possível ao meio ambiente – sobretudo aos recifes de coral que formam as piscinas naturais – e que seja realizada sob a ótica da sustentabilidade e responsabilidade social.

Na atualidade, estão regulamentadas as piscinas naturais de Maragogi (Taocas, Galés e Barra Grande), Japaratinga e Paripueira, todas em Alagoas.

As próximas a serem regulamentadas, ainda este ano, são as piscinas naturais de São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, em Alagoas, e de São José da Coroa Grande (PE).

“Estamos num esforço para regulamentar todas as áreas onde ocorre o turismo dentro da APA Costa dos Corais”, afirmou o chefe da UC.

Na primeira semana de fevereiro, foram concluídos os estudos para o ordenamento do turismo náutico em Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres, onde o turismo de base comunitária será priorizado.

“Em breve, faremos as oficinas para definição das áreas”, informou Normande. Participaram dos estudos integrantes do Instituto BiomaBrasil, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Projeto Conservação Recifal e do Instituto Yandê.

Saiba mais

APA Costa dos Corais

APA tem 185 espécies de peixes registradas e dez de corais

Gigante pela própria natureza, a APA Costa dos Corais é a maior Unidade de Conservação marinha do Brasil. Criada em 1997, abrange mais de 400 mil hectares, abraçando 120 km de praias, manguezais, rios e restingas.

Guarda em seus mares, num gradiente de cores de infinita beleza, 185 espécies de peixes registradas e dez de corais, sendo sete endêmicas. Nela, vivem, em berço esplêndido, animais ameaçados de extinção como o mero, as tartarugas-marinhas e o peixe-boi.

É da APA Costa dos Corais que comunidades tradicionais de pescadores tiram seu sustento, em 14 municípios, do Litoral Norte de Alagoas ao Sul de Pernambuco. Integra e congraça com graça os dois Estados. Generosa, a Unidade de Conservação oferece, ainda, piscinas naturais em uma mar de águas claras, calmas e termais aos que aqui chegam em busca de descanso e lazer.

Parque da Tijuca lidera

Formações recifais formam piscinas naturais

Formações recifais formam piscinas naturais

O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, continua sendo a Unidade de Conservação (UC) mais visitada do Brasil, conforme o balanço divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Parque recebeu 2.720.517 pessoas em 2016.

Em seguida, vêm os parques nacionais do Iguaçu, no Paraná (1.560.792); de Jericoacoara, no Ceará (780 mil); e de Fernando de Noronha, em Pernambuco (389 mil).

Uma das novidades é a Reserva Extrativista Marinha Arraial do Cabo, no litoral do Rio de Janeiro, que iniciou, no último ano, de acordo com o ICMBio, um esforço de monitoramento do número de visitantes e passou a figurar na lista das UCs mais frequentadas, na quinta posição, com 382.647 visitantes.

Segundo o Instituto Chico Mendes, os bons resultados do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha devem-se, também, a melhorias nos seus protocolos de monitoramento dos turistas.

infografico UCs

Fonte: ICMBio

Fechando o topo da lista das UCs federais mais visitadas do País, estão o Parque Nacional de Brasília, no Distrito Federal; a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais; a Floresta Nacional dos Carajás, no Pará; e os parques nacionais da Serra dos Órgãos, no estado do Rio, e da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.

Segundo os gestores da Coordenação de Visitação do ICMBio, os resultados permitem melhor entendimento da importância das unidades de conservação como indutores do desenvolvimento econômico a partir do estímulo ao ecoturismo.

Ainda segundo eles, os dados ajudam a construir políticas mais sólidas de implementação das UCs, assim como identificar oportunidades de parcerias com a iniciativa privada e compatibilizar o desenvolvimento das atividades de visitação com os esforços de conservação da biodiversidade.

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Mosteiro de São Bento: a ruína das ruínas
   Severino  Carvalho  │     27 de outubro de 2016   │     10:18  │  0

Compartilho, com os leitores do blog, reportagem que escrevi para as páginas da Gazeta de Alagoas, edição do dia 21.

Boa leitura! 

Sítio arqueológico, onde ficam as ruínas do Mosteiro de São Bento (Fotos: Severino Carvalho)

Sítio arqueológico, onde ficam as ruínas do Mosteiro de São Bento (Fotos: Severino Carvalho)

Em meados de 2013, uma empresa contratada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concluiu a pesquisa arqueológica emergencial das ruínas da Igreja (Mosteiro) de São Bento, no distrito homônimo, em Maragogi, Litoral Norte de Alagoas.

O trabalho apontou como necessidade urgente a execução de ações voltadas à consolidação (preservação) do que restou.

O objetivo era dotar a área de uma estrutura que permitiria a visitação turística, através da instalação de passarelas. O projeto foi orçado em R$ 311.293,96, mas os recursos ainda não estão garantidos. Prevê, dentre outras ações, o escoramento das ruínas, a reabertura de vãos originais, a limpeza das estruturas e a consolidação das bases e das alvenarias.

Três anos se passaram desde a conclusão do trabalho de pesquisa e o projeto, porém, não saiu do papel. Enquanto isso, o Sítio Arqueológico e Histórico da Igreja de São Bento sofre com a ação do tempo e as intervenções humanas.

Uma placa instalada pelo Iphan, em frente às ruínas, alerta que a retirada ou remoção de terra daquele local constitui crime sujeito a penalidades de multa e detenção. Mas, a Gazeta constatou que sepultamentos continuaram a ser realizados junto às ruínas, dentro do sítio arqueológico.

Ao menos duas covas recentes foram abertas e preenchidas. Uma terceira apresenta uma cruz com a datação do sepultamento: 01/09/2015, dois anos após o Iphan identificar o sítio arqueológico, que jaz, moribundo.

Os enterros voltaram a acontecer na área do Mosteiro porque o Cemitério de São Bento encontra-se superlotado. Sepulturas mais antigas dentro da área do sítio arqueológico foram violadas e expõem ossadas e outros restos humanos.

As ruínas do Mosteiro de São Bento sofreram, ao longo dos anos, com a ação de “caçadores de tesouros”, após o surgimento, em 2004, de duas botijas nas ruas centrais de Maragogi.

As antigas paredes do prédio em ruínas foram escavadas, afetando ainda mais a já combalida estrutura daquele patrimônio histórico, que mistura religiosidade, cultura e reafirmação social de toda uma comunidade.

“O Mosteiro faz parte de nossa história. É o que restou de uma das paróquias mais antigas de Alagoas”, disse Raimundo Francisco, coordenador do Terço dos Homens de São Bento.

Estudo

Sepultamentos continuaram após a prospecção arqueológica

Sepultamentos continuaram mesmo após a prospecção arqueológica

De acordo com o estudo feito pelo Iphan, a Igreja / Mosteiro de São Bento foi construída no século 17. O primeiro registro de que se tem notícia da edificação data de 1643, em mapa produzido por Georg Marcgraf, cartógrafo e pintor alemão.

A Igreja foi elevada à condição de Paróquia em 1718, permanecendo assim até 1875, quando aconteceu a emancipação política de Maragogi. A antiga Igreja de São Bento, no alto do morro, sempre foi uma referência para a comunidade.

Ali aconteciam festas e cultos a diversos santos católicos. Na década de 1970, uma nova igreja foi construída mais próxima do litoral, onde hoje fica o centro do distrito.

Começava, assim, o processo de abandono e destruição do antigo templo, no alto do morro, de onde se tem uma das mais belas paisagens do litoral de Maragogi. O local ainda é visitado por turistas, apesar da total ausência de infraestrutura.

A estrada de acesso é de barro e cheia de pedregulhos. No inverno, as chuvas deixam o trecho quase que intransitável. O lixo se acumula pela passagem.

“A prefeitura colocou um caixa de ferro grande (contêiner), mas depois tirou. O lixo fica jogado e o fedor é grande. Tem dia que a gente não aguenta nem mesmo ficar dentro de casa”, contou a moradora Maria de Fátima da Silva, 55 anos.

A iluminação pública também é precária. “A noite, é uma escuridão só. A lâmpada do poste queimou há mais de dois meses”, reclama o morador José João da Silva, 55.

Arcebispo

Lixo toma conta do acesso

Lixo toma conta do acesso ao Mosteiro de São Bento

O arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, esteve no distrito de São Bento, em Maragogi, no dia 21 de setembro. Ele celebrou a missa de abertura do tríduo de Nossa Senhora das Dores.

A comunidade esteve em festa durante três dias para comemorar a reconstrução da Igreja de Nossa Senhora das Dores, erigida por meio por meio de doações da comunidade, dos dízimos recebidos e com a mão de obra dos que integram o Terço dos Homens.

Para a Igreja, localizada perto da praia, foram levadas, ainda na década de 1970, as imagens de Nossa Senhora das Dores, de São Miguel Arcanjo e de São Bento. A primeira foi completamente restaurada e devolvida à comunidade durante as festividades.

As outras duas imagens serão restauradas e só voltarão a São Bento quando o projeto de consolidação das ruínas do Mosteiro e a construção de um anfiteatro e de um espaço para celebrações estiverem prontos, lá em cima, no morro. É o que afirma Dom Muniz.

“O trabalho histórico foi feito, o trabalho cartorial também já foi feito. Já se sabe o que pertence ao próprio Mosteiro. As obras irregulares que tentaram fazer lá em cima foram embargadas. Falta agora executar o projeto. Falta que o Iphan diga: aqui está o recurso da União para se aplicar. O escoramento das ruínas ainda não foi realizado, porque não há recurso. O primeiro recurso foi usado na prospecção arqueológica”, disse o arcebispo.

Ele explicou que o Mosteiro de São Bento funcionava como uma espécie de base de apoio aos frades beneditinos que circulavam entre Pernambuco e Alagoas, em suas missões, no século 18.

“A primeira paróquia em território alagoano foi erguida em Porto Calvo, em 1610, aqui pertinho. Essa estrutura (onde ficam as ruínas) foi criada justamente para se chegar a Porto Calvo e a Paripueira, uma espécie de parada para o descanso”.

O superintendente em Alagoas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o arquiteto Mário Aloísio, informou que os recursos para a execução do projeto de consolidação das ruínas do Mosteiro de São Bento serão provenientes de uma compensação, por dano a sítio arqueológico, durante obra de construção de uma estrada estadual em Alagoas.

Caçadores de tesouro vandalizaram o templo e afetaram a estrutura

Caçadores de tesouro vandalizaram o templo e afetaram a estrutura das paredes em busca de moedas

O compromisso foi firmado por meio da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que teve como signatários o Iphan, a empresa que causou o dano e o governo do Estado, informou.

“O TAC já foi feito. Vamos propor uma reunião com todos os órgãos envolvidos e cobrar a execução do que foi acordado”, disse Mário Aloísio.

Já o secretário municipal de Infraestrutura de Maragogi, Rildson Aquino, garantiu que os sepultamentos não mais estão sendo feitos na área do Mosteiro. A prefeitura proibiu os enterros, após solicitação feita por Dom Muniz.

Rildson reconhece que o Cemitério de São Bento está superlotado e que o espaço precisa ser ampliado. “Já temos área disponível. Mas, como estamos em fim de mandato, não sabemos ainda se faremos a obra ou se deixaremos para a próxima gestão”, declarou Sinho, como é conhecido o secretário de Infraestrutura.

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