Rota Verde mostra de buggy o Maragogi rural sem esquecer do litoral
   Severino  Carvalho  │     5 de novembro de 2016   │     9:39  │  0

Rota Verde descortina o Maragogi rural (Fotos: Severino Carvalho)

Rota Verde descortina o Maragogi rural (Fotos: Severino Carvalho)

A Associação dos Bugueiros Turismo da Rota Verde surgiu em Maragogi em agosto deste ano.  Segundo o presidente da instituição, Marcelo Juliano, 33 anos, a nova entidade chega para atuar num segmento diferenciado, que são as rotas ecológicas, privilegiando a zona rural, sem esquecer o litoral, porém sem circular pelas praias.

Marcelo explica que o projeto nasceu justamente da necessidade de se respeitar as normas estabelecidas pelo Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, em vigor desde 2013, e que proíbe a circulação de veículos automotores nas faixas de praia da maior Unidade de Conservação Marinha do País, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A resolução nº 31/2016 do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram), publicada no Diário Oficial do Estado de Alagoas (DOE/AL), em junho deste ano, também não permite o tráfego nas praias de todo o Estado.

“Temos uma central e trabalhamos com passeios programados. Vamos buscar o cliente nas dez pousadas que já são parceiras da nossa Associação e seguimos pela rodovia AL-101 Norte, até os pontos de parada nas praias de Burgalhau, Barra Grande, Antunes, Xaréu, Ponta de Mangue e Peroba, mas sem circular pela areia. Paramos e ali o turista pode se banhar e ficar de 30 a 40 minutos. Ou o tempo que desejar”, citou Marcelo Juliano.

Em algumas praias, a exemplo de Burgalhau, a Associação fechou parceria com bares e restaurantes, onde o turista pode fazer uma parada para se alimentar e se refrescar.

Associação Rota Verde conta com 17 integrantes

Associação Rota Verde conta com 17 integrantes

As rotas elaboradas pela Associação Rota Verde seguem, ainda, pela zona rural, pelas áreas de assentamentos da reforma agrária, visitando bicas e cachoeiras, adentrando sítios e fazendas, descortinando um Maragogi pouco conhecido pela maioria dos turistas.

“Já fechamos parceria com um hotel fazenda, onde o turista pode fazer o day use e conhecer as dependências e os atrativos, como a produção de aguardente, fazer o passeio de charrete, pescar”, acrescentou o presidente.

Outra opção oferecida aos turistas é levá-los até a Trilha do Visgueiro, no Assentamento Água Fria, na zona rural de Maragogi. Visitas programadas também são feitas às ruínas do Mosteiro de São Bento, no distrito de mesmo nome.

Os passeios ofertados pela nova Associação duram, em média, três horas e meia e custam de R$ 170 a R$ 350.

Fundação

Na Rota Verde: sítios, fazendas e assentamentos

Na Rota Verde: sítios, fazendas e assentamentos

A Associação dos Bugueiros Turismo da Rota Verde foi fundada com apenas 10 integrantes e conta na atualidade com 17. O presidente Marcelo Juliano avisa que a instituição só crescerá de acordo com a demanda.

Pioneira no município, a Associação dos Bugueiros de Maragogi (ABM), por exemplo, possui 44 membros, e promove passeios há cerca de 20 anos.

“Na medida que fomos fechando novas parcerias e a procura for aumentando, vamos aceitando mais integrantes. Hoje, fazemos em média quatro passeios diários e a meta é que cada um dos 17 membros realize, ao menos, um por dia”, explicou.

Marcelo Juliano revela que o estatuto da Associação estabelece critérios rígidos para admissão de novos associados. “É preciso ser natural de Maragogi ou ter raízes no município. Cada associado só pode ter um único buggy e se ele sair da Associação, não poderá vender a vaga. Ela pertence à entidade, que a disponibilizará para quem estiver na lista de espera”, observou Marcelo Juliano.

David Santana da Silva, 28 anos, conta que trabalhou durante seis anos como motorista para cinco donos de buggys da outra associação, mas sempre sonhou em conduzir o próprio veículo e ter a “vez”. A exemplo dele, outros três condutores já migraram para a nova Associação.

O mecânico José Carlos da Silva, 35, vendeu o automóvel dele, um Corsa Sedan, ano 2006, e investiu os R$ 14 mil arrecadados na compra de um buggy, que foi buscar em Escada (PE).

“O carro estava em casa, parado, sem dar lucro. Quando soube da nova Associação, saí procurando um buggy nesses sites de compras até achar o meu em Pernambuco”, recordou ele.

Rota Verde 04Serviço

Associação Rota Verde

(82) 9 9421-9591

(82) 99132-1782

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