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Piranhas, os encantos da “Cidade Lapinha” no Sertão de Alagoas
   Severino  Carvalho  │     27 de julho de 2014   │     13:08  │  4

Piranhas, vista do alto do mirante (Fotos: Severino Carvalho)

Piranhas, vista do alto do mirante (Fotos: Severino Carvalho)

Alagoas é plural. Entendi isso ao viajar, nas férias de junho, ao Sertão de nossa terra, diversa em cenários, biomas, belezas naturais. Disposto a conhecer um pouco mais de nosso Estado, segui o Rio São Francisco em direção a Piranhas, a “Cidade Lapinha”, com seu casario multicolorido e preservado.

A joia do Sertão alagoano fica a 280 quilômetros de Maceió. Foi tombada em 2003 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); possui aproximadamente 25 mil habitantes.

A amiga jornalista Shirley Nascimento, ao perceber pelas redes sociais que eu ali estava, logo tratou de me preparar para os encantos de Piranhas. “Curtam muito, é a cidade mais preparada de Alagoas para receber turistas, na minha opinião”, comentou.

E Piranhas me surpreendeu. E que grata surpresa! O turismo se desenvolve ali de forma regionalizada, integrando os Estados de Alagoas, Sergipe e Bahia. A linha, ou melhor, a corda-mestra, robusta, que faz essa amarração toda é o Rio São Francisco. Não à toa é chamado de “O Rio da Integração Nacional”.

A história do cangaço está viva no museu da cidade e na oralidade de sua gente. Durante o dia ou à noite, há boas opções de restaurantes e bares no bem cuidado Centro Histórico. O menu vai de massas à comida japonesa. Um restaurante em especial vale a visita: o Flor de Cactus, localizado num dos mirantes da cidade. Ali come-se com os olhos.

Pedra do Sino

O belo e aconchegante Pedra do Sino Hotel

O belo e aconchegante Pedra do Sino Hotel

Em Piranhas, fiquei hospedado no Pedra do Sino Hotel. O lugar, com ares de pousada, é um achado, dica do primo Rafael Carvalho, que por ali esteve recarregando as energias. O estabelecimento foi primorosamente construído no alto de onde se tem uma visão magnífica do Velho Chico, que corre sem pressa, lá embaixo.

São 23 apartamentos e uma suíte máster. Administrada pelo atencioso casal Eliane e Clemente, o requintado hotel nada deixa a desejar às chamadas pousadas de charme da Costa dos Corais alagoana, em termos de estrutura. E o melhor: as diárias são bem acessíveis, variam de R$ 170 a R$ 380.

A suíte máster é filha única e por isso muito desejada. A banheira com hidromassagem fica voltada para Rio São Francisco, de onde se tem uma visão panorâmica do vale com suas formações rochosas, em meio à caatinga verdejante. Nesta época do ano, até uma pequena cachoeira se forma do lado esquerdo do paredão. É possível, da varanda, ouvir o som das águas.

A suíte máster é uma das mais procuradas pelo conforto

O requinte da suíte máster, voltada para o Vale do São Francisco

O Pedra do Sino Hotel foi fundado em 18 de outubro de 2010 e recebeu esta denominação em referência à região da Pedra do Sino, formações rochosas que lembram o formato do instrumento cônico. Localiza-se a 50 metros do Mirante Secular, no bairro do Centro Histórico.

Passeios

Na pousada, contratei dois passeios: a Rota do Cangaço (R$ 40 por pessoa) e Cânions do São Francisco (R$ 70), um a cada dia. Para o primeiro, saímos por volta das 8h30 em direção ao embarcadouro de onde partimos de catamarã rumo ao Cangaço Eco Parque, um receptivo turístico com boa estrutura montado à margem do Rio São Francisco, no município sergipano de Poço Redondo.

Trajado de cangaceiro, quem nos recebe é o guia Cícero Rogério Oliveira. Alagoano de Piranhas, morador do povoado Entremontes, Cícero conta com desenvoltura a saga de Lampião e Maria Bonita. Suas feições lembram os traços e o biotipo dos cangaceiros da época.

“As pessoas me perguntam se eu gosto do que faço. Eu respondo que amo!” E ama mesmo.

O Guia Cícero Rogério, um apaixonado pela história do cangaço

O guia Cícero Rogério, um apaixonado pela história do cangaço

Cícero conta que a trilha a ser vencida foi o caminho feito pelo bando de Lampião. A rota tradicional é realizada seguindo o trajeto das volantes até a Grota do Angico, onde “Rei do Cangaço” e parte do bando foram mortos pela volante do tenente José Rufino.

Até lá é preciso caminhar 1,7 km por dentro da caatinga, sobre pedregulhos de um riacho seco, espantar as mutucas (um tipo de mosca que se alimenta de sangue), vencer alguns trechos íngremes… Ou o leitor acha que o homem mais procurado do Brasil durante a Primeira República se esconderia em local de fácil acesso?

Como se diz no Sertão: “Rapadura é doce, mas não é mole, não”. E o esforço vale a pena. Ao chegar à Grota de Angicos, Cícero Rogério começa a narrar os últimos momentos vividos pelo bando de Lampião. É como voltar no tempo: aquela figura com traços de cangaceiro, o rifle na mão a disparar informações e detalhes da horrenda emboscada, nos faz arrepiar.

Estrutura do Cangaço Eco Parque

Estrutura do Cangaço Eco Parque

A volta é caminho mais maneiro, mais curto, como reza a lenda. A nos esperar – sobre a mesa posta de fronte ao Rio São Francisco – um bom prato de Surubim, peixe típico do Velho Chico; carne tenra e saborosa.

Cânion

O passeio de canoa na Gruta do Talhado

O passeio de canoa na Gruta do Talhado

O dia seguinte foi dedicado ao passeio aos cânions do São Francisco. O dia amanheceu chuvoso e por pouco não desisti. Confesso que só tomei coragem após o incentivo de seu Clemente, o dono do hotel Pedra do Sino, funcionário aposentado da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco.

“Aqui na região é assim: começa a chover, mas logo a chuva passa. Se você gostou do passeio da Rota do Cangaço, vai gostar ainda mais do passeio pelos cânions”, incentivou Clemente.

Seguimos de carro, durante 15 minutos, até Canindé do São Francisco (SE), onde fica o receptivo e restaurante Karrancas.

Foi lá que embarcamos num grande catamarã em direção à Gruta do Talhado. A embarcação fica ancorada no dique da barragem da Usina Hidroelétrica de Xingó, construída na década de 1970, e que deu origem ao 5º maior cânion navegável do mundo.

No trajeto, vão se descortinando as formações rochosas, impressionantes. São paredões e mais paredões que se erguem colossais. Diariamente, cerca de 1,5 mil turistas fazem esse passeio, que tem duração de 3 horas. Nosso ponto de parada é o “Porto de Brogodó”, referência à novela “Cordel Encantado”, da Rede Globo, exibida em 2011.

Parte da primeira fase do folhetim eletrônico foi gravada ali, contando a história de amor entre Jesuíno, interpretado pelo ator Cauã Reymond, e Açucena, vivida por Bianca Bin.

Cânions do São Francisco

Cânions do São Francisco

A parada é para um banho refrescante numa área sinalizada e protegida por telas. Vale agarrar-se a flutuadores (macarrões) e ficar de papo pro ar: curtindo a paisagem. Vale também desembolsar mais R$ 5, além dos R$ 70 iniciais, para ingressar numa canoa e flanar dentro de uma gruta alagada, onde a beleza se reverbera em ecos.

Serviço

Pedra do Sino Hotel (Piranhas/AL)

Fone: (82) 3686-1365 | (82) 9930-1626

Contato: atendimento@pedradosinohotel.com.br

http://pedradosinohotel.com.br/

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As saborosas novidades do Festival da Lagosta de Maragogi
   Severino  Carvalho  │     19 de julho de 2014   │     15:51  │  0

O Lagostim ao Thermidor do Salinas do Maragogi (Fotos: Divulgação)

O Lagostim ao Thermidor do resort Salinas do Maragogi (Fotos: Divulgação)

Depois de um período de inatividade que se somou às férias deste blogueiro, retomamos, enfim, as postagens do blog Costa dos Corais. E para brindar o retorno comecemos, então, falando de coisa boa. E põe boa nisso! Refiro-me ao Festival da Lagosta de Maragogi.

Em sua 5ª edição, o evento gastronômico movimentará a rede hoteleira e de restaurantes da Costa dos Corais alagoana durante todo o mês de setembro. O objetivo é gerar fluxo turístico e consolidar a gastronomia como atrativo.

O Festival da Lagosta de Maragogi é uma realização da prefeitura municipal, através da Secretaria de Turismo, e do Costa dos Corais Convention & Visitors Bureau (CCVB). Nesta edição, participam 14 estabelecimentos, entre hotéis, pousadas e restaurantes de Maragogi.

O evento gastronômico vai durar praticamente um mês inteiro. De 3 a 30 de setembro. Nos cinco primeiros dias, os participantes poderão, além de saborear as delícias do festival, conferir a rica programação cultural que contará com artistas da terra e do cenário nacional.

Segundo a secretária municipal de Turismo, Mariana Gorenstein, até o fim deste mês, a programação musical será definida. As apresentações acontecem na Arena Gastronômica, na Praça de Eventos, onde os visitantes – sejam hóspedes ou não – poderão provar dos pratos à base de lagosta desenvolvidos pelos chefs especialmente para o festival. “Também vamos montar na área da Arena Gastronômica a Vitrine do Artesão, que reunirá toda

A Lagosta Tuynlandesa, do Restaurante Tuyn, pousada Praiagogi

A Lagosta Tuynlandesa, do Restaurante Tuyn, pousada Praiagogi

a produção artesanal dos artistas de Maragogi”, informou a secretária. A Arena funcionará até o dia 7 de setembro, mas o festival prossegue nas pousadas, hotéis e restaurantes até o dia 30.

“De 3 a 30 de setembro, os restaurantes estarão vendendo os pratos do festival com descontos que vão variar de 20% a 40%. Os clientes poderão fazer uma espécie de tour gastronômico, provando de variados pratos em estabelecimentos diferentes”, sugeriu a secretária.

E desta feita teremos um estreante: o Salinas do Maragogi All Inclusive Resort, o maior e mais tradicional hotel da cidade. Quem ali se hospedar terá lagosta à vontade no buffet. Já pensou?

A chef Mara, do restaurante e pousada Camurim Grande, durante o ensaio fotográfico

A chef Mara, do restaurante e pousada Camurim Grande, durante o ensaio fotográfico para o Festival da Lagosta

Outra novidade será a oferta de pratos à base de lagostas servidos como petisco em todos os restaurantes, além dos pratos principais.

Na semana passada, os chefs e suas criações começaram a posar para as objetivas num ensaio fotográfico que subsidiará a produção de todo o material de divulgação do festival.

“A gente que iniciou o Festival da Lagosta lá atrás fica muito feliz em saber que o evento se consolidou e que melhora a cada ano. Os turistas procuram pelo destino justamente no período do festival, numa prova de que o evento se tornou um atrativo”, comemora a presidente do CCVB, Vergínia Stodolni.

A Secretaria Municipal de Turismo nos cedeu algumas dessas imagens, só para o leitor começar a salivar e, em setembro, arrumar as malas e desembarcar em Maragogi. O mar e seus saborosos frutos o aguardam!  #Partiu

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