Os encantos subaquáticos de Maragogi
   Severino  Carvalho  │     29 de outubro de 2013   │     18:08  │  0

Cerca de 300 pessoas praticam o mergulho autônomo nas águas de Maragogi na alta estação (Foto: Oceano Mar)

Cerca de 300 pessoas praticam, diariamente, o mergulho autônomo nas águas de Maragogi na alta estação (Foto: Oceano Mar)

Se o cenário paisagístico de Maragogi já é de tirar o fôlego, as águas oceânicas e translúcidas da costa setentrional alagoana escondem um mundo submerso rico em beleza e vida.

A cada temporada, mais e mais turistas desembarcam, aos cardumes, no segundo maior polo hoteleiro do Estado a fim de desvendar os mistérios marinhos por meio do mergulho autônomo.

Empresas especializadas, instaladas ao longo da avenida Senador Rui Palmeira (beira-mar), oferecem o serviço que pode ser contratado e usufruído até por quem não sabe nadar. A Gazeta submergiu neste “planeta água” para trazer à tona os encantos subaquáticos de Maragogi.

Segundo a Associação de Empresas de Mergulho de Maragogi, cerca de 300 pessoas praticam o mergulho autônomo diariamente durante a alta estação turística, conforme dados coletados junto às quatro operadoras credenciadas existentes no município e que integram a entidade.

“Muita gente hoje faz o passeio às piscinas naturais de Maragogi só para fazer o mergulho. A modalidade batismo, para
iniciantes, é uma das mais procuradas”, revela o presidente da associação e instrutor de mergulho, Murilo Loureiro, 35 anos.

O discovery, ou mergulho conduzido, pode ser feito por pessoas a partir de 10 anos de idade, explica o instrutor Ivam Merino. Não é necessário saber nadar para praticá-lo. Durante todo o percurso, o praticante é conduzido por um mergulhador profissional (divemaster) ou instrutor que guia o iniciante por entre os pontos submersos de visitação. Dura entre 15 e 20 minutos.

O mergulho conduzido é feito nas piscinas naturais de Maragogi, a cerca de 6 km da costa e a uma profundidade de
dois a cinco metros. Essas formações recifais integram o rico ecossistema da Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais, a maior unidade de conservação marinha do País, cujas atividades de exploração turística são regradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Em toda a APA vivem 185 espécies de peixes registradas e cinco das 15 linhagens endêmicas de corais existentes no Brasil. Debaixo d’água, é possível visualizar cardumes inteiros, num bailado aquático simétrico e multicolorido. Os peixes parecem não se incomodar com a presença humana e chegam a arrostar o intruso.

APA Costa dos Corais reúne grande quantidade de espécies de peixes e corais (Mércio Lima)

APA Costa dos Corais reúne grande quantidade de espécies de peixes e corais (Mércio Lima)

São saberés, bodiões, cancans. Outros menores, de coloração escurecida, chamados de “viuvinhas”, mordiscam algas marinhas incrustadas nos corais, enquanto uma moreia solitária – com cara de poucos amigos – vigia a entrada de uma pequena caverna.

“A gente chama o mergulho conduzido de discovery, que significa descobrimento. Qualquer pessoa pode fazê-lo, desde
que não tenha problemas cardíacos, respiratórios. E não é preciso saber nadar”, explica Merino. Pacotes são oferecidos entre R$ 70 e R$ 100. Como brinde, recebe-se um CD com o registro fotográfico da aventura.

Há também a modalidade conhecida como “batismo”, destinada a pessoas que nunca fizeram o mergulho autônomo, mas sabem nadar. Neste tipo, o aspirante passa por uma aula mais intensa, antes de cair na água. Submerso, ele se movimenta sozinho, com o auxílio de nadadeiras. Estão inclusos todos os equipamentos de respiração autônoma, além da condução até o local do mergulho. Valor: R$ 200.

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