Monthly Archives: março 2013

Tráfego de veículos nas praias e a falta dos conselhos de meio ambiente
   Severino  Carvalho  │     30 de março de 2013   │     12:09  │  1

Preparáva-me para fazer esta postagem, quando recebi a ligação de um hoteleiro indignado com o frenético tráfego de veículos na praia de Peroba, distrito de Maragogi. Isso mesmo, na praia! Apesar da legislação de trânsito proibir, do plano de manejo da APA Costa dos Corais vedar e do bom senso não permitir, esta prática ainda é bastante comum, principalmente nos feriadões e períodos de alta estação.

Pois bem, a postagem que faria falava justamente de uma ferramenta muito útil para combater este tipo de discrepância que, além de oferecer riscos à vida dos banhistas, se converte em agressão ambiental: o tráfego de veículos nas praias. As “patas de borracha” esmagam ovos e ninhos de tartaruga, aniquilam a vegetação rasteira que protege a costa do avanço do mar, lançam derivados do petróleo nas águas cristalinas, dentre outras.

A tal ferramenta a que me refiro é o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, o Comdema. Matéria da Gazeta de Alagoas, edição da última quinta-feira, mostra que nenhum dos sete municípios da APA Costa dos Corais possui o conselho formado.

Voltando ao hoteleiro, a maior indignação dele era não ter a quem recorrer. Já tinha contactado com a Polícia Militar, que alega não ter efetivo para combater o tráfego de veículos nas praias. As duas bases do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsáveis pelo monitoramento da Unidade de Conservação, ficam a quilômetros de distância: uma em Tamandaré e a outra em Barra de Santo Antônio. Também falta efetivo ao órgão federal.

O Comdema, então, seria o órgão ambiental mais próximo do cidadão em cada município. Sua instalação é de responsabilidade das prefeituras, uma vez que a gestão da APA Costa dos Corais é compactuada entre os três níveis de governo e a sociedade civil, por meio dos conselhos de meio ambiente, uma caixa de ressonância para discutir e sugerir soluções em defesa do maior tesouro natural que dispomos: a APA Costa dos Corais.

A seguir, reproduzo a reportagem da Sucursal Maragogi (Gazeta de Alagoas) sobre o tema.

 Municípios da APA Costa dos Corais não têm conselhos de meio ambiente

À exceção de Maceió, nenhum dos sete municípios alagoanos integrantes da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC) possui Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema).

Para reverter esse quadro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) faz um trabalho de sensibilização junto às prefeituras para que estabeleçam os conselhos, importantes ferramentas para a gestão da maior unidade de conservação marinha do País e execução das políticas públicas ambientais em cada município.

“O Comdema aumenta a participação da sociedade civil na defesa do meio ambiente. Sua função é ajudar no acompanhamento da execução da política municipal de meio ambiente”, destacou o analista ambiental do ICMBio, Pedro Augusto Lins.

O chefe da APACC, Paulo Roberto Corrêa, salienta que a ativação dos Conselhos Municipais favorece a captação de recursos por parte das prefeituras para a execução de projetos que vão beneficiar o meio ambiente, a exemplo da instalação dos aterros sanitários que tratam adequadamente os resíduos sólidos, pondo fim aos lixões.

“A responsabilidade de instalação dos Comdemas é dos municípios, por isso estamos fazendo um trabalho de sensibilização junto às prefeituras, por meio de visitas e reuniões. Os conselhos são órgãos fiscalizadores e gestores das demandas ambientais em cada cidade”, informou Paulo Roberto.

Segundo ele, tratativas foram iniciadas para a instalação dos conselhos de Maragogi, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres. Os outros municípios que não possuem Comdema na APACC em Alagoas são: Japaratinga, Passo de Camaragibe, Barra de Santo Antônio e Paripueira.

Já do lado pernambucano, os dois únicos municípios que integram a APACC tem seus conselhos formados e ativos: Tamandaré e São José da Coroa Grande.

“Em Maragogi, já foram realizadas 3 reuniões, o conselho já está definido e prestes a ser oficialmente criado pelo poder público municipal. Em Porto de Pedras, também já houve início de tratativa”, acrescentou Pedro Lins.

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Semana Santa lota hotéis e pousadas na Costa dos Corais
   Severino  Carvalho  │     28 de março de 2013   │     15:10  │  0

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Borba exalta as belezas naturais de Maragogi: É pra repetir (Foto: Carlos Rosa)

A Semana Santa transcorre com hotéis e pousadas lotados na Costa dos Corais alagoana. Os estabelecimentos situados em Maragogi e Japaratinga registram taxa de ocupação acima de 90%, segundo dados da Associação do Trade Turístico do Litoral Norte (Ahmaja). Turistas nacionais e internacionais optaram pelo destino que deve se manter aquecido mesmo no período de baixa estação que se aproxima.

“Como no ano passado, acredito que não teremos uma queda brusca na ocupação dos pequenos, médios e grande estabelecimentos hoteleiros da Costa dos Corais. Isso se deve ao destino que, para mim, já está consolidado, principalmente em decorrência das nossas maravilhas naturais”, declarou a presidente da Ahmaja, Vergínia Stodolni.

Os dois maiores resorts do Litoral Norte de Alagoas já estão lotados para o feriadão. No Salinas do Maragogi All Inclusive Resort, dotado de 236 apartamentos, os pacotes para a Semana Santa foram fechados logo na primeira quinzena de janeiro.

“Vendemos cedo este ano”, comemora o gerente-geral do Salinas, Ricardo Almeida. Cinquenta por cento do público do Salinas é regional e a outra metade, proveniente das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O Grand Oca Maragogi Resort também festeja as vendas. Os pacotes para a Semana Santa foram fechados em fevereiro para as 229 unidades habitacionais disponíveis. “Para os meses de abril, maio e junho já estamos tendo boa procura”, revela a gerente comercial do Grand Oca, Susana Villanueva.

É no Grand Oca que estão hospedados cem turistas portugueses que chegaram a Alagoas na última segunda-feira, por meio de mais um voo fretado, no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. O voo, da companhia aérea Hy Fly, tem operação da Alto Astral e da Solférias.

“Na semana passada, estávamos aqui com outro grupo de turistas portugueses, que ficou hospedado durante nove noites neste hotel. O que o turista português procura é fugir do frio nesta época do ano na Europa e aqui ele encontra sol, praia e mar de águas mornas”, comentou o gerente da operadora Alto Astral, Pedro Ramos.

O turista Pedro Borba faz parte do grupo que veio de Portugal passar a Semana Santa em Maragogi. Esta é a quarta vez que ele vem a Alagoas e diz que Maragogi é para repetir. “Voltei e voltarei outras vezes! A beleza natural, a água quente do mar e o cenário endênico nos atraem sempre”, declarou Borba, enquanto apreciava, no fim da tarde de ontem, a lua cheia sair e iluminar o espelho d’água na praia de Ponta de Mangue, onde está situado o Grand Oca.

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Turistas portugueses chegam a Alagoas para a Semana Santa
   Severino  Carvalho  │     26 de março de 2013   │     10:32  │  0

Maceió e Maragogi, no Litoral Norte do Estado, são os destinos preferenciais dos 200 turistas portugueses que desembarcaram nesta segunda-feira em Alagoas, por meio de mais um voo fretado, no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.

A chegada dos turistas portugueses a Costa dos Corais alagoana favorece ainda mais a elevação da taxa de ocupação dos leitos de hotéis e pousadas do Litoral Norte, que deve ficar acima de 90% durante a Semana Santa.

Segundo a Secretaria de Estado do Turismo (Setur), o voo, da companhia aérea Hy Fly, tem operação da Alto Astral e da Solférias.

“Apesar da crise na Europa, esse já é o segundo voo que recebemos de Portugal em 2013. O primeiro, chegou no dia 16 de março. Há oito anos, mesmo com as dificuldades, conseguimos manter esse mercado”, afirmou o superintendente de Marketing da Setur, Paulo Kugelmas.

 

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Já decidiu onde vai passar o feriadão? O blog Costa dos Corais ajuda!
   Severino  Carvalho  │     23 de março de 2013   │     9:58  │  1

Pousada Vila de Taipa fica na praia de Barreiras do Boqueirão, Japaratinga

Pousada Vila de Taipa fica na praia de Barreiras do Boqueirão, Japaratinga

A Semana Santa se aproxima e o você ainda não definiu onde vai passar o feriadão. O Blog Costa dos Corais e a Associação do Trade Turístico do Litoral Norte (Ahmaja) oferecem uma “mãozinha”.

Que tal descansar e aproveitar do paraíso chamado Costa dos Corais? Pois bem, se a dica agradou, corra para fazer sua reserva, pois a taxa de ocupação dos leitos de hotéis e pousadas de Maragogi e Japaratinga deve ficar em torno de 90%.

Acomodações da Vila de Taipa

Acomodações da Vila de Taipa

Abaixo, segue uma lista de  estabelecimentos, entre hotéis e pousadas, escolhidos a dedo, a exemplo da Vila de Taipa, um mimo de pousada situada na Praia de Barreiras do Boqueirão, em Japaratinga.

– Encontro das Águas

Pacote: 28 a 31/03
Apto Stand – R$ 1.240,00
Apto Luxo – R$ 1.305,00
Apto Super Luxo – R$ 1.396,00
Apto Master – R$ 1.575,00
*todos c/ café da manhã + jantar + almoço de sexta-feira 29/03. (Casal)
**Aberto a descontos acima de 02 aptos.
Reservas: 82 – 3296.8144 / 3296.8224
81 – 3688.1735 e por email: contato@praiaencontrodasaguas.com.br
– Portal do Maragogi
Pacote: 28 a 31/03
Apto Lateral – R$ 1.160,00
Apto Vista Mar – R$ 1.330,00
*Todos c/ café da manhã + pequeno jantar no dia 29/03 (Casal)
Reservas: 82 – 3296.2045 e por email: portaldomaragogi@ig.com.br
– Pousada Tartaruga
Pacote: 28 a 31/03
Apto Triplo – R$ 700,00
Apto Quádruplo – R$ 860,00
Apto Sêxtuplo – R$ 1.160,00
*Todos c/ café da manhã + Wi-Fi grátis
Reservas: 82 – 3296.2211 e por email: tartaruga@maragogi.tur.br
– Pousada Shalom Beach
Pacote: 28 a 31/03
Apto frente mar c/ varanda – R$ 1.040,00
*Com café da manhã. (Casal)
Reservas: 82 – 3296.7115 e por email: reservas@shalombeach.com.br
– Hotel Areias Belas
Pacote: 28 a 31/03
Apto Duplo (frente mar) – R$ 1.120,00
Apto Dpl + bicama (frente mar) – R$ 1.410,00
Apto Quádruplo (lateral) – R$ 1.810,00
*Com café da manhã. (casal)
Reservas : 82 – 3296.1616 e por email: reservas@hotelareiasbelas.com.br
– Pousada Vila de Taipa
Pacote: 28 a 31/03
Apto Suíte Master – R$ 1.500,00
* Com café da manhã + jantar. (casal)
Reservas: 82 – 3297.1271 ou por email: pousadaviladetaipa@gmail.com
– Pousada Lua Cheia
Pacote: 28 a 31/03
Apto Casal – R$ 600,00
*Com café da manhã. (casal)
**Aberto a descontos acima de 02 aptos.
Reservas: 82 – 3297.1207 ou por email: contato@pousdaluacheia.net

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No Dia Internacional da Água, cuidemos também do oceano!
   Severino  Carvalho  │     22 de março de 2013   │     21:47  │  0

Em 2008, escrevi o artigo abaixo acerca do aleijão em que se transformaram os sistemas de tratamento de esgoto de Maragogi. Sinceramente, não é o meu assunto favorito, prefiro exaltar as nossas belezas naturais, mas, infelizmente, temos de pôr o dedo na ferida e mais: cauterizá-la. 

Leia e perceba o quanto o tema é atual. Cinco anos depois nada, ou quase nada, foi feito pelo poder público, nas três esferas de governo, para solucionar o problema. Curtos três quilômetros de praia urbana continuam a receber os efluentes sem tratamento. É de se aplaudir, no entanto, a determinação da Associação do Trade Turístico de Maragogi e Japaratinga (Ahmaja) que passou a cobrar providências aos órgãos competentes. No Dia Internacional da Água, cuidemos, também, do nosso oceano.   

Existem, mas não funcionam

Passeava por um hipermercado em Maceió quando me encontrei com um colega corretor de imóveis, recém-egresso de Maragogi e que fora tentar a sorte na Capital. Terno azul impecável, broche da imobiliária no peito e uma queixa a me fazer: “Li sua reportagem na Gazeta de Alagoas sobre os esgotos na praia. Você deveria falar das coisas boas de Maragogi”, contestou.
Aceitei a crítica, mas deixei um comentário: “Se não tratarmos das coisas ruins, cobrando soluções aos órgãos competentes, as coisas boas vão desaparecer”. Ele apertou a minha mão e saiu em busca de clientes dispostos a comprar uma gleba no paraíso chamado Litoral Norte de Alagoas.

Quando cheguei a Maragogi para trabalhar como repórter em 2004, encontrei uma cidade toda removida. As ruas estavam sendo abertas para a instalação do sistema de saneamento básico que deixaria a cidade 100% saneada; a primeira do Brasil a conseguir tal título, gritavam as faixas. Acompanhei as obras, vi botijas serem arrancadas das vias públicas, o transtorno que os serviços causaram, a apreensão e o otimismo dos moradores e empresários do setor turístico com as benesses do investimento, algo em torno de R$ 12 milhões, verba do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), conseguida através do Prodetur.

Eu só não vi, no entanto, depois da obra inaugurada, o esgoto deixar de desaguar na praia urbana da cidade. E comecei a questionar: como uma obra tão cara não tem eficácia? Ouvi desculpas das mais variadas. Corri atrás da verdade. O projeto de saneamento de Maragogi foi elaborado ainda na metade da década de 1990, dentro do Programa “Costa Dourada”, lembra dele? E só foi aprovado no novo milênio. Dessa forma, novas áreas urbanas, que surgiram após a elaboração do projeto, não foram contempladas com a rede de saneamento, a exemplo do Conjunto Tereza Verzeri. Esse foi o primeiro grande erro.

Depois, os tecnocratas do governo e os engenheiros das construtoras ignoraram um dos maiores conjuntos habitacionais de Maragogi, o Adélia Lira, conhecido como “Grota”, onde mora o grosso da população pobre. Para eles, como existia um outro sistema de saneamento supostamente em uso no conjunto, não seria necessário expandir as obras do Prodetur até lá. Esse foi o segundo erro.

O sistema de saneamento que atende à Grota, ou que pelo menos deveria atender, foi instalado pela prefeitura, na década de 1990, com recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Foram gastos R$ 400 mil num projeto que nunca funcionou a contento e encontra-se desativado. O tratamento do esgoto era feito por reatores anaeróbicos, que precisam de pessoas qualificadas para operá-los e nunca as teve.

Ficaram então dois sistemas-apêndices. Eles existem, mas não têm função alguma. O dinheiro foi jogado literalmente na sarjeta. Dinheiro do contribuinte, porque o Estado tem de pagar a quem emprestou. O mais grave do novo sistema de saneamento é que ele traz a falsa impressão de que tudo está bem, quando, na verdade, não está.  O esgoto da Grota desce pela galeria de águas pluviais e aflora no mar.

Para agravar ainda mais esse quadro, a população tem de pagar à Casal a taxa de esgoto que é de 60% sobre o consumo de água. A companhia só conseguiu fazer com que 45% das casas beneficiadas com a rede de saneamento se interligassem ao sistema coletor e de tratamento. O alto valor da taxa e a ausência de campanhas educativas contribuem para a baixa adesão.

Felizmente, Maragogi tem aproximadamente 27km de costa e a maior parte das praias está livre da ameaça dos esgotos, mas até quando? A cidade cresce num ritmo acelerado e desordenado, muitas vezes. Chegou a hora de o Ministério Público acionar as empresas e o governo do Estado para que corrijam as falhas deixadas pela implantação do novo sistema de saneamento.

O Poder Público, por sua vez, deveria concentrar forças para angariar recursos no sentindo de ampliar a rede coletora, beneficiando conjuntos e distritos que foram ignorados. Definitivamente, praias sujas não combinam com um destino turístico que pretende se consolidar como um dos mais conhecidos do Brasil.

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