Clarão no céu foi lixo espacial, diz professor da USP
   Severino  Carvalho  │     25 de setembro de 2012   │     9:43  │  2

O blog entrevistou o professor e pesquisador Amaury Augusto de Almeida do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo (IAG/USP) em busca de respostas acerca do fenômeno que surgiu nos céus de Alagoas e de Pernambuco, no sábado 22. Para ele, é bem provável que o bólido incandescente que cortou o firmamento, com mais intensidade em Maragogi, Japaratinga e Porto de Pedras, seja, na verdade, lixo espacial.

Blog – Pessoas relataram que viram uma bola rasgando o céu, de coloração esbranquiçada, seguida de forte estrondo. O que pode ter ocorrido na sua opinião?

Professor – Os relatos das várias testemunhas indicam a entrada de um bólido na atmosfera terrestre e são coerentes com a possível queda de lixo espacial (fragmento de algum satélite desativado). A possibilidade de ser a entrada
de um meteóro na atmosfera terrestre já seria mais remota, considerando 
que durante o mês de setembro não temos a ocorrência de nenhuma chuva de 
meteoros. A análise da coloração da luz proveniente do “clarão” visto no 
céu é muito importante para descartar uma dessas duas possibilidades.

C0mo explicar, então, o estrondo que as pessoas ouviram logo após a passagem?

Um bólido dessa natureza entra na atmosfera terrestre com velocidades
supersônicas e quando a barreira do som é quebrada ouvimos o estrondo.

Por que nenhum órgão de monitoramento rastreou ou detectou essa ocorrência?

Esses eventos isolados ocorrem muito rapidamente e para serem detectados e/ou monitorados, é preciso se dispor de instrumentação específica e de pessoal treinado e dedicado para essas finalidades de patrulhamento.

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