Lagostas e frutos do festival
   Severino  Carvalho  │     1 de agosto de 2012   │     20:55  │  2

O texto abaixo (em itálico) foi fornecido pela Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e trata do lançamento da 3ª edição do Festival da Lagosta. Em seguida, passo a comentar.

Na noite de lançamento (31 de julho) jornalistas e convidados puderam degustar – em primeira mão – alguns dos pratos participantes do Festival da Lagosta, que acontecerá de 7 a 15 de setembro. O evento aconteceu no restaurante Picuí e lá foi possível saborear oito, das mais de mil receitas que participarão, concorrendo com o ingrediente principal: a lagosta.

Para Danielle Novis, secretária de Estado do Turismo, é um prazer para o Governo de Alagoas, através da Setur, poder colaborar com esse evento, que mostra que o nosso Estado é muito mais que belas praias. “É gastronomia, cultura e história”, garante.

Chegando a sua 3ª edição, o evento promete aquecer o fluxo de turistas na região Costa dos Corais, recebendo mais de 14 mil pessoas – número referente ao movimento do ano passado. Segundo a presidente da Associação do Trade Turístico de Maragogi e Japaratinga (Ahmaja), Verginia Stoldoni, a principal expectativa é realmente aumentar o número de turistas pela procura, assim, ocupando os hotéis e restaurantes.  E avisa para quem quer dar ‘um pulinho’ em Japaratinga e Maragogi, durante os sete dias de evento: “Já existem receptivos que fazem o bate e volta”.

O evento está se consolidando no cenário nacional. Segundo Stoldoni, já existem operadoras da região Sudeste interessadas em trazer grupos nesse período. Os pratos concorrentes do Festival ficarão nos cardápios dos hotéis e restaurantes até o final do ano.

Todos os pratos terão desconto de 40% no preço normal, além da gastronomia, o evento contará com apresentações culturais, palestras, oficinas e com o rico artesanato da região, assim como, outros famosos quitutes, como bolinho de goma, mariscos e a bolacha Maragogi.

Estão confirmados os restaurantes: Bica’s Restaurante, Companhia da Lagosta; Bitingui Praia Hotel; Restaurante Caiuia; Restaurante Ondaluza (Albacora Praia Hotel), Restaurante Mama Pereira; Pousada e Restaurante Paraíso dos Coqueirais; Restaurante e Receptivo Marazul, Restaurante Tuyn (Praiagogi Boutique Pousada); Restaurante da Mara (Pousada Camurim Grande); Praia Dourada Maragogi Park; Grand Oca Maragogi Beach & Leisure Resort; Restaurante Burgalhau; Pousada Barra Velha e Pousada Encontro das Águas.

Passo a comentar:

Lançando em agosto de 2010, o Festival da Lagosta nasceu acanhado. A abertura aconteceu em um modesto restaurante à beira-mar de Japaratinga, animado por trio de forró pé de serra, tendo a lua como testemunha e abnegados empresários crentes de que aquela semente daria frutos. No ano seguinte, houve o início do florescimento. Em busca de um novo mercado, o lançamento ocorreu no Recife (PE), numa badalada casa de eventos.

O desprezo a Maceió fez surgir críticas, logo abafadas pelos bons resultados alcançados pela 2ª edição. A taxa de ocupação dos leitos durante o evento saltou de 30% para 60%. A fórmula era simples: ao se hospedar na rede conveniada, o turista ganhava um vousher, que lhe dava desconto nos restaurantes participantes, inclusive naqueles instalados dentro de hotéis e pousadas e que são abertos ao público.

Já a venda de pratos à base de lagostas nos 14 restaurantes participantes naquela ocasião cresceu 333% em relação à primeira edição. Foram vendidos 1.299 pratos à base de lagosta nos nove dias de festa, que reuniu mais de 14 mil pessoas. A terceira edição tem tudo para dar certo e consolidar, de uma vez por todas, o evento que agora conta com patrocínio de peso e apoios institucionais importantes.

Entretanto, é preciso não perder o foco do Festival da Lagosta, criado justamente para elevar a taxa de ocupação de hotéis e pousadas, sobretudo daquelas menores, que atravessam, vazias, a baixa estação. Fazer do festival um chamariz para o “day-use” (turismo de um dia) é relegá-lo à sina das piscinas naturais (Galés), que atraem milhares de visitantes a Maragogi durante todo o ano, num “bate e volta” que não deixa quase nada para a economia local. E o pior: não gera hospedagem.

 

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COMENTÁRIOS
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  1. LUCIA PEDRO DOS SNATOS

    Acredito que as habilidades podem ser aprimoradas a cada dia.Vc Severino é um exemplo de profissional .

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